AQUAMAT – Associação dos Aquicultores de Mato Grosso

A AQUAMAT (Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso), representa mais de 300 empresários do setor aquícola e concentra 80% da produção de peixes do Estado.

Deputados aprovam projeto que autoriza despesca em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o substitutivo integral do Projeto de Lei 258/18, na sessão matutina desta quarta-feira (13). Ele altera o parágrafo único do artigo 15-A da Lei nº 8.464/06 e determina que a emissão de autorização de despesca em Mato Grosso será permitida até 31 de dezembro de 2020. A despesca permite ao produtor transportar e comercializar o pescado diretamente em feiras e mercados.

Aprovado em 1ª votação no mês passado, esse substitutivo integral foi apresentado pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), ao PL 258/18, de autoria do primeiro-secretário, deputado Max Russi (PSB).

A celeridade na aprovação foi reforçada ontem (12), durante reunião na Presidência da ALMT, entre o presidente Botelho e o secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Gilberto Gomes, o vereador da capital Vinicyus Hugueney e os deputados Guilherme Maluf (PSDB) e Paulo Araújo (PP). Está prevista uma reunião nesta quinta-feira (14) com representantes do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) para tratar sobre a regulamentação da lei.

Gomes explicou a importância da aprovação para que os pequenos produtores não sejam prejudicados na comercialização de seus produtos. O prazo é importante para que todos se estruturem às exigências da lei, inclusive a indústria de beneficiamento.

“O projeto do deputado Botelho vai ajudar demais os pequenos produtores. Estamos falando em 140 toneladas de comercialização de pescado somente na Semana Santa, em Cuiabá. Sem a mudança na lei isso impactaria a economia de muitas famílias que dependem da pesca. Por isso, pedimos e fomos atendidos com celeridade na tramitação desse projeto, para que a lei seja publicada e suspenda a urgência de entrepostagem, para que nesse prazo sejam feitas políticas públicas com mais zelo e cuidado com os pequenos produtores”, disse o secretário.

Gilberto Gomes destacou que em 2018 essa lei foi alterada cassando a despesca e obrigando que todos os produtos passassem nos entrepostos para ter a certificação. “Essa é uma questão bastante nevrálgica sobre o prisma da comunidade de uma forma geral porque em Cuiabá, por exemplo, temos poucos entrepostos, o custo para manipulação é consideravelmente elevado para o pequeno produtor e o alto custo inviabiliza a possibilidade de comercialização”, esclareceu Gomes, ao acrescentar que há projetos para tentar viabilizar recursos à construção de entrepostos para simplificar a administração, que poderá ser feita por associações de feirantes, reduzindo o custo.

Para o vereador Vinicyus Hugueney, atualmente, para mandar o peixe para o frigorífico fazer a limpeza, o preço é muito alto. E a prefeitura de Cuiabá já tem um projeto-piloto para fazer o entreposto municipal, que vai reduzir esse custo de abate e ajudar os produtores.

“O presidente Botelho foi muito receptivo e agilizou a votação, evitando o impacto negativo aos pequenos produtores, trabalhadores que acompanhamos no dia a dia e sabemos que estão muito preocupados com a inviabilização do processo de venda dos peixes. Pedimos celeridade, pois temos o projeto Peixe Santo há 27 anos e que poderia ser prejudicado. Por isso, viemos aqui para mobilizar os deputados à aprovação e fomos atendidos”, disse o vereador. 

No substitutivo integral, Botelho destaca a importância de o setor produtivo de se organizar para ampliar a disponibilidade dos estabelecimentos registrados e aptos a receber e processar o pescado produzido em Mato Grosso. “Sendo assim, é necessária a ampliação do prazo até 31 de dezembro de 2020 para adequações necessárias, para que não haja um grande prejuízo ao setor e à economia local”, diz trecho do projeto.

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